terça-feira, 24 de julho de 2007

La nef des fous

O preço a pagar pela felicidade pessoal é a perda de qualquer sentimento criativo...

É uma questão de perguntar aos avós se valeu a pena...

je me sentais bien

Todas as pessoas procuram nos seus amigos o abismo. É inevitável. Todas as pessoas têm, pelo menos um, amigo abismo...

Aquele amigo da atracção pelo...

Ou seja:

A rapariga certinha, noiva ou casada, têm invariavelmente uma amiga... libertina... vá.

O rapaz que acabou agora o curso e procura aqueles empregos das 9 às 5 na Av. da Liberdade ou da República, têm invariavelmente um amigo que mora num apartamento na Bica dividido com mais 4 ou 5, acorda ao meio dia e tem uma banda de música que toca em bares e isso...

Estas relações funcionam nos dois sentidos e lembram... quer a uns quer a outros... de não deixar a sanidade por aí... num beco qualquer.

En attendant le soleil



Chico&Milton Nascimento - O que será

terça-feira, 19 de junho de 2007

Les jours étranges nous ont découverts


Photo pour: Le Diable

Il nous faut de grandes copulations

A felicidade das pessoas casadas depende, única e exclusivamente, das pessoas com quem não casaram...

Les idiots*

Susanne: I think Stoffer should choose what we do next. Because it's his party.
Stoffer: Gang bang.
Susanne: No, listen, we've got picture lotto, spin the bottle...
Stoffer: Gang bang.
Nana: Count me in. Gang bang! Gang bang!


Idioterne - Lars Von Trier (1998)*

valeurs inutilisables

O sorriso na cara da estátua de mármore, raramente pertence à pedra...

As letras raramente pertencem ao papel...

A fotografia, quase nunca ao negativo....

A tinta não é da tela, não é do pincel...

temps de marcher, temps de courir

No combate, do que realmente gostamos, é do combate... Raramente do vitorioso a vangloriar-se.

Assim como na vida, do que realmente andamos sempre à procura, é da felicidade que nos proporcionam "os meios", e não da bonança que nos emprestam "os fins".

Je préfère un Festin d'Amis

As pessoas que não vemos com regularidade... mesmo os amigos mais queridos... aos poucos se evaporam com o decorrer do tempo até ao estado de noções abstractas....

O nosso interesse por elas torna-se cada vez mais racional, de, vá... tradição.

Por outro lado, conservamos interesse vivo e profundo por aqueles que temos diante dos olhos, nem que sejam apenas os animais de estimação.

Os sentidos que temos são armas tremendas.

Nalguns casos, os amigos da casa são chamados assim com justeza, pois são amigos mais da casa do que do dono, portanto, assemelham-se antes aos gatos do que aos cães.

Os amigos dizem-se sinceros; os inimigos são.

Sendo assim, deveríamos usar a censura destes para nosso autoconhecimento, como se fosse um remédio amargo. Os amigos são raros na necessidade? Não, pelo contrário! Mal fazemos amizade com alguém, e logo ele estará em dificuldade...

nous étions si seuls



Seu Jorge&Ana Carolina - Chatterton

terça-feira, 22 de maio de 2007

les misérables

A alma do povo tem, como principal característica, a circunstância de ser inteiramente dominada por elementos afectivos e místicos...

Não podendo nenhum argumento racional refrear nela as impulsões criadas por esses elementos... como historicamente se prova... ela obedece-lhes imediatamente.

O lado místico da alma das multidões é, muitas vezes, mais desenvolvido ainda do que o seu lado afectivo.

Daí resulta uma intensa necessidade de adorar alguma coisa: deus, feitiço, personagem ou doutrina... é essa a sua miséria.

et je vous dis ceci

Os sentimentos, sinal da fraqueza, não são o sentimento!

A análise dos sentimentos, sinal da força, engendra os sentimentos mais magníficos que conheço.

A análise dos sentimentos não chora...

segunda-feira, 21 de maio de 2007

excuse moi

21.05.07

APOLOGY TO PORTUGESE FANS

Placebo would like to apologise unreservedly to all the fans who attended the Creamfields festival in Lisbon on Saturday night (19th May). The set was cut short due to Brian losing his voice as an extreme reaction to the cold temperatures. He was literally unable to keep singing. The band left the stage for the encore but decided it was impossible to continue. "We sincerely apologise to all our fans at Creamfields. We understand that it must have seemed confusing as to what was going on and we are sorry we had to cut our set short. Nothing frustrates us more than having on stage problems. In this instance, the problems were simply Brian's voice. We hate to let our fans down but there was just nothing we could do. It's certainly not the way we'd hoped to kick off our European tour!!"

in www.placeboworld.co.uk

quarta-feira, 16 de maio de 2007

protege-moi




Placebo - Protect me, sábado, creamfields, Lisboa

rappelez-vous moi?



Placebo - Special needs... sábado, creamfields.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

J'étais un petit garçon

I used to be a little boy
So old in my shoes
And what I choose is my choice
What's a boy supposed to do?
The killer in me is the killer in you
My love...
I send this smile over to you

The Smashing Pumpkins - Disarm

huit et à moitié*

Guido: My Dears... Happiness consists of being able to tell the truth without hurting anyone..

avec noblesse

Os cactos têm uma nobreza qualquer.

Começou cedo esse seu fascínio quando, de pequeno, ía com o pai regar as plantas a casa dos avós que, entretanto, tinham ido de férias e só voltavam - normalmente - um mês depois.

Foi um ritual que lhe ficou na memória e nos braços frágeis que derramavam o regador pelo chão da marquise.

Na abundância de flores previamente colocadas em posições chave - dados os caprichos do sol e delas - os cactos. Uma vasta colecção de cactos imperturbáveis e sem necessidade de qualquer borrifadela, adubo, ou qualquer outro socorro.

Foi aí que percebeu, que de todas as plantas, os cactos são os cães, os cavalos vá... têm qualquer coisa diferente das outras... ainda que não tenham.

Hoje, passada uma vintena de anos, estima alguns dessa altura nos beirais das janelas da casa que agora é sua. Juntou-lhe outros, foram-lhe oferecendo muitos mais. Às vezes coloca os cactos na mesa e recua no tempo.

E de cada vez que os rega cumprimenta-os picando-se neles.

Os cactos têm uma nobreza qualquer

dames et monsieur nous flottons dans l'espace

As pessoas que escrevem sobre música são fantásticas. Mal têm de escrever sobre um grupo qualquer citam outros 50 para mostrar o que o primeiro é, ou deixa de ser..

Tipo,

os Pulp, alinhados com os Saint Etienne, Belle&Sebastian, Divine Comedy ou Tindersticks - mais ideologicamente do que noutra forma qualquer - antecederam-nos a todos.

Foram mais argutos que os Oasis ou os Blur, e tiveram com Common People o seu "Sunday, Bloody Sunday". Ainda bem que não foram esquecidos como os Flaming Lips.

Poderá haver ainda qualquer coisa de Pavement.

O que normalmente se pretende com isto é demonstrar erudição e evitar o despedimento a recibos verdes lá do Blitz ou isso. o que é compreensível.

Agora, e só por causa disso, vamos ouvir Spiritualized...

pluie et cigarretes

A vida, às vezes, é uma meia que nos caiu do estendal das traseiras e, que ainda não fomos apanhar...

Sempre que vamos à janela fumar um cigarro lá está ela... tesa do sol... enrugada... indiferente talvez... à espera.

Damo-nos ao luxo de procurar não lhe acertar nem com a cinza nem com a beata, que contra todas as convenções - e putos do ecoponto - deixamos cair...

E tentamos sempre num esforço inócuo que a beata caia numa poça de água, como se fizesse diferença, talvez atenue a culpa poluidora... talvez nada...

E a meia, como a vida, lá fica... até ao inevitável dia em que alguém, ou nós, pegue nela...

3 am

J'en ai assez de douter
Vivez dans la lumiére de la certitude...

dimanche et d'autres jours

A ilusão constante da esquerda está em acreditar que as vítimas da injustiça - estando inocentes das violências que se exercem - manuseariam com justiça a força se lha colocássemos na mão...

Um pouco como dizia Napoleão, qualquer coisa do género: não há nenhum oprimido que não desgostasse de ser, um dia, o opressor...

Ou então nada disto, e domingo, e noite...

dites-moi que je suis tombé


Photo pour: Robert Capa

sexta-feira, 11 de maio de 2007

je ne me rappelle pas

Um homem ou uma mulher, intelectualmente estimulantes, que lêem muito, que sabem muito, nunca citam com precisão...

Dizem sempre coisas do género: "não sei quê" ou, "não sei onde"...

A citação errada é o orgulho e o privilégio da pessoa culta.

E foi tão bom comprovar isto com o Dr. Mário Soares, quando se referia ao Sr. Sarkozy:

"...ministro do Interior, ou lá o que era...".

os outros, esses, sabem tudo na ponta da língua...

Bom, Yeorum, Gaeul, Gyeoul, Geurigo... Bom*


(...): Tell me something interesting about your life...

Primavera, Verão, Outono, Inverno... Primavera Ki-duk Kim (2003)*

les gens

"quem vê o meu povo, vê o mundo todo..."

o povo bate qualquer antropólogo!

sociologie du blog

o blogues são como carros, e os donos dos blogues como donos dos carros, claro está...

desta forma, apercebemo-nos claramente dos mais variados proprietários:

os que têm o blogue Audi topo de gama (com links, coisinhas para ouvir música, votações, publicidade, grafismo);

os do blog Renault Clio utilitário (com as coisinhas que o blogger disponibiliza e chega);

os do blog Citroen Boca de Sapo clássico (está igual ao primeiro dia e assim o mantêm);

e claro...

os do blog Tunning Fiat Punto amarelo com escape duplo (já lhe meteram tanta merda que aquilo já não é um blogue, é a página principal de um site pornô).

Charles Darwin

os homens interessantes têm tiques...

têm tiques porque são interessantes, e não, necessariamente o contrário...

gagejam ligeiramente, piscam os olhos, fazem gestos repetitivos... são rituais de acasalmento intelectual... em último caso estas afecções são trabalhadas, mas, dessa forma, perdem a piada e são facilmente desmacaradas.

os tiques estão para os homens interessantes, como aquelas expressões "sei lá" ou "não sei quê" estão para as mulheres... e como fica bem nalgumas essa forma de pairar sobre os assuntos...

Não deixa de ser uma forma de darwinismo social

le futur

o futuro é que nos julga...

o flirt com o futuro é o pior dos conformismos, a cobarde lisonja do mais forte. Porque o futuro é sempre mais forte que o presente. É ele, de facto, que nos julgará. E certamente sem qualquer competência...